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Um jogo não se faz sozinho

Game Design: Jogos, cenários e personagens com Mairon Luz (da Dumativa)

Dia 25 de Setembro de 2017

Olá, amiguinhos intergaláticos!

Não pude ir a aula, pois minha consulta médica demorou bastante, e como moro longe da faculdade, não deu tempo para chegar. De qualquer forma, me interessei muito pelo conteúdo da palestra e pedi para alguns amigos que me contassem um pouco sobre ela e me mostrassem suas anotações. Thank you for Nayara, Isabella e Kas! (hahah)

Descobri que Mairon explicou sobre o processo de arquitetar/desenvolver um jogo, assim como falou dos desafios e o cotidiano da profissão de Game Design. São várias partes envolvidas para se criar/ produzir um jogo.

Ele também desafiou os alunos a construírem a história de um personagem com algumas características já pré-definidas como o fato de ser um índio carioca do mar que não faz nada da vida. A melhor história ganhará a chave para jogar o incrível A Lenda do Herói de graça. Sou apaixonada pela arte de escrever. É fácil dizer como essa proposta me animou.

Interessada em conhecer mais sobre a Dumativa, entrei no site oficial deles e descobri que é um estúdio carioca focado, entre outras coisas, principalmente na produção de jogos eletrônicos. O layout do site é bem interativo, fofo e colorido. Os desenhos são maravilhosos!

De cara, me deparei com o jogo A Lenda do Herói, com o desenho de um garoto gladiador empunhando uma espada e uns animaizinhos (cobras/dragões) bem coloridos e com dentes afiados. Assisti ao primeiro vídeo no site do jogo e entrei numa crise de gargalhadas ao ver a introdução: um cara de peruca preta gritando e trajado igual um roqueiro: “Iaaaah!”. Parecia ser uma nova versão do game (agora mais dark) com o nome “A Lenda dos mortos”, envolvendo o estilo musical Metal.


A Lenda do Herói é um jogo divertido em um universo fantástico cheio de aventura, fases desafiadoras e obstáculos, todo feito em pixel art, e onde a trilha sonora é um ponto chave e essencial.

Nossa! Como eu gostei desse diferencial do jogo! Conquistou meu coraçãozinho e me deu vontade de jogar ou de criar algo assim no futuro. Me conquistou simplesmente pela criatividade de todas as fases serem cantadas e dessas musiquinhas serem tão engraçadinhas. Ah, deve ser também porque eu amo música. O jogo conquistou muitos apoiadores no Catarse e há uma versão em animação. É motivador perceber a forma como um projeto pode crescer.


Outro jogo que me deu vontade de conhecer é o Blurry Memories, pelo fato de eu ter uma memória questionável. 

Um ponto que me surpreendeu no site da Dumativa foi a variedade de tipos de trabalhos que cada integrante da equipe exerce, mostrando a necessidade de se juntar várias áreas para a montagem de um jogo, isto é, nada se faz sozinho. Temos um escritor, um produtor, um músico e compositor, um produtor musical, um gestor de negócios, um programador e um ilustrador (esses dois ainda são, ao mesmo tempo, game designers). E esse último citado não poderia ser ninguém menos que o Mairon Luz.

Fuxicando sobre a vida do Mairon no famoso Google, encontrei o seu currículo no Linked in e a impressão que tenho é que desde que ele se formou em Design Gráfico pela Universidade Gama Filho, os projetos não param. Ajudou a fundar a Dumativa, é instrutor na Red Zero (me surpreendi ao ler isso, pois já ouvi falar desse lugar) e trabalha no Estúdio Giz. Isso mostra como é preciso se manter atualizado e sempre ativo, buscando aprender mais e se arriscar em novos horizontes.

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CONHEÇAM O STEVE (OU A STELA), MINHA ÍNDIA CARIOCA DO MAR INÚTIL:

História da Stela 
Stela é uma índia sereia que um dia acordou sem memória na praia de Paraty Mirim e, desde então, nada sem rumo pelo mar, em busca de respostas. Mas a procura sempre parece ser em vão e por isso ela se esconde atrás de rochas e, bem de longe, observa os visitantes da praia sem nunca falar com eles. Stela não sente fome, nem sede e não se considera capaz. Para ela, é difícil arrumar forças para fazer algo diferente de observar pessoas, nadar e boiar no mar. Nem os peixes ao seu redor parecem reconhecer a sua presença.

Ela sente como se fosse um ser vazio e invisível. Além disso, uma série de perguntas sem resposta invadem seus pensamentos todos os dias, tornando tudo um fardo insuportável para carregar.

Até que um dia, um animal brilhante, um boto marrom chega perto dela. Ela jura que pode ouvir seus pensamentos. Ele diz um nome "Stela..." Será esse o seu nome?
O peixe morre antes de terminar a frase. "De onde veio a flecha que o atingiu?", pensa a sereia.

Nesse momento, ela olha para o horizonte e vê um índio guarani gargalhar e chamá-la pelo mesmo nome que o boto: "Stela, pensei que havia morrido..."

Com raiva do índio (que tinha na pele manchas de tinta iguais as que ela tinha gravadas permanente no rosto), Stela nada rapidamente na direção dele. Ao mesmo tempo, raios de luz saem de suas mãos e suas guelras e escamas da calda ficam mais azuladas.

A água começa a fluir de acordo com o seu movimento, como se ela a estivesse controlando. Quando chega perto do índio, uma enorme onda vem por cima dele e o afoga.
Impressionada com a descoberta de seu novo poder, Stela foge apavorada e ainda com sede de vingança. Ela mergulha pelas profundezas do mar e descobre que agora pode ouvir as vozes dos peixes ao seu redor. "Descubra a verdade". "Descubra". Os peixes repetem em uníssono.

A necessidade de entender o seu passado e de se vingar da tribo daquele índio se torna ainda mais fervente em seu coração. Ela encontra outros peixes mortos com flechas e descobre que cada objeto/flecha guarda lembranças das pessoas que os usaram e encostaram neles. 

Stela começa então sua jornada, coletando todos os objetos perdidos no fundo do mar, pois tudo o que encontrar pode ser uma parte de sua memória.
Porém, nada será fácil, pois uma batalha está travada. Cada vez mais animais são mortos por flechas e ela precisa usar os seus poderes para proteger os peixes dos invasores que os ameaçam.

Mas... Quem ela é? Porque ela tem uma calda e agora poderes? Há outros iguais a ela? Quem era aquele índio? Por que estão atirando flechas?

Uma gama de mistérios paira no ar. O futuro pode revelar respostas assustadoras e talvez a aldeia daquele índio seja a primeira chave.


Vamos jogar? Vamos referenciar?

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