Ubiquidade, transumanismo e singularidade com Marcelo Pereira
Dia 4 de setembro de 2017
Bom dia, viajantes da terra! Prontos pra mais uma viagem?
Hoje foi o dia daquela palestra que te apresenta coisas que parecem ser surreais e que, ao mesmo tempo, estão bem próximas de você. Coisas que já fazem parte da realidade, mesmo que pareça ser possível apenas em filme de ficção científica.
Que fique entendido pra sempre:
"A tecnologia evolui e não parará nunca."
Ao longo da palestra, o professor Marcelo Pereira foi destrinchando cada um desses termos que, confesso, eram completamente desconhecidos para mim.
Ubiquidade Computacional

Esta tal de Ubiquidade representa onipresença, a capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. A tecnologia computacional está ali super presente no nosso cotidiano, mesmo que não percebamos de imediato. É fato que estamos imersos nesse meio tecnológico de tal forma que não há como escapar.
| Interessante pensar no IOT - a Internet das Coisas que está presente nessa questão da Ubiquidade Computacional. Imagine você conectado e interagindo com os objetos ao seu redor de maneira bem dinâmica através da internet. Parece piada? Mas já é real. |
Quem criou este termo foi Mark Weiser, pesquisador da empresa Xerox Parc (Sabe quando vamos tirar cópia de alguma coisa? Então, o nome ficou famoso por aí) e a gente pode dividir todo esse processo em três eras:
. A dos Mainframes (1940-70), onde tinham aqueles grandes computadorzões que cabiam dentro de uma sala e não eram muito acessíveis ao grande público, somente as importantes corporações. Aqui é característico ter 1 computador para muitas pessoas.
| Gente, olha esse computador da IBM (marca mais famosa na época). Vai falar que o bicho não era grande, hein? |
. A da Computação Pessoal (1970-00), agora com os nossos amados PC's, onde, devido ao surgimento dos microprocessadores, tudo se torna mais individual e acessível. Você pode guardar suas informações na máquina e tem uma pra cada pessoa.
| Esse carinha está bem feliz com seu computadorzinho. Não sei se a velocidade dele diz a mesma coisa. |
. A da Computação Ubíqua ou Pervasiva (2000-até hoje), onde é comum seus dados estarem na nuvem e haverem muitos computadores para muitas pessoas. São diferentes telas, muitos aparelhos. Não ficamos presos a um só tipo. Temos tablets, smartphones, notebooks etc.
E essa era atual é como se ainda fosse metade sonho, metade real. O conceito de Ubiquidade Computacional, para ser completo, precisa ser totalmente funcional como pensava Marc. Ainda falta aprimorar o uso e o acesso (aos dados), tornando-o sempre fácil e transparente, sem complicações.
Telefonia Celular (do 1G ao 5G?)
Sabe quando uma coisa é tão obvia que você nem percebe? Então, gente, sabiam que 3G é porque é a 3° geração de celulares? Simples, não? Diz isso pra mim.
Pois, então... Tudo começa com o 1G e a primeira empresa a viabilizar esse primeiro celular foi a Motorola, com o DynaTAC. Imaginem, sua única função era produz voz, ou seja, só dava pra ligar com ele. Depois, surge o 2G. Com ele, você pode também enviar SMS pelo teclado numérico e muito mais pessoas têm acesso, pois o preço é menor. Já com a 2,5G, você tem a possibilidade de tirar fotos. Com a 2,75G, ouvir músicas e assistir a vídeos.
Então, vem o 3G. Uoou! Agora dá pra acessar a Web e ver vídeos em tempo real. Então, chegamos ao nosso atual 4G, com uma super velocidade de 150 Mbps no celular.
Analisemos como tudo vai avançando. Galera, na 1° e 2° geração, não tinha nem um 1 Kbps pra contar história.
E o 5G será que existe? Estamos caminhando, estamos caminhando.
Simbiose e Transumanismo
Essa foi a parte da palestra que eu mais me assustei. Até que ponto vamos em nossa interação com a tecnologia? Há diversos níveis de Simbiose, mas em todos eles a tecnologia e o ser humano funcionam com um único organismo. Ora, como nos tornamos cada vez mais dependentes das máquinas!
Um exemplo lúdico é o jogo futurista Deus ex. Nele é liberado pessoas colocarem implantes e chips no corpo.

O transumanismo, que pode ser químico ou eletrônico, é o melhoramento humano por meio da tecnologia. Existem pessoas, os chamados Biohackers, que fazem essa aplicação em si próprio, como a Lepth Anonym que colocou imãs nos dedos para sentir as ondas eletromagnéticas e o Rob Spence que tem uma câmera no olho.
Inteligência e Singularidade
"Será que somos apenas simulações no meio de tantas raças infinitas no mundo infinito?"
O autor de Sci-Fi Vernor Vinge um dia fez uma previsão sobre essa tal de Singularidade. Chegará um dia em que a Inteligência Artificial das máquinas será tão grande que elas ultrapassarão o ser humano e assumirão o poder de tomar decisões em nosso mundo? Pensem em Matrix, Her, Transcendence e Ex-machina. Seriam essas previsões de nosso futuro?
| Matrix |

Depois de tudo, eu só fico refletindo: Será que no meio de tantas máquinas e possíveis
transformações perderemos a nossa essência humana? Para onde vamos com tudo isso que nos
permeia? Será que devo me desesperar com essa visão futurista - onde o ser
humano se torna cada vez mais máquina - ou me acostumar a ela?
Aprendi que por mais que uma tecnologia cresça, ela sempre
vai continuar a evoluir. Não há limites. Sempre haverá uma infinidades de
possibilidades. Não há limites para o desenvolvimento de novas tecnologias. Não
há limites para as tentativas do ser humano de controlar o meio ou de ser
dominado por ele.
Referências referenciando:
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